As pintura murais são, desde o século passado, uma forma de expressão e de manifestação social que se intensificou no período fascista ou da ditadura e no pós 25 de Abril de 1974.
Para muitos foi uma forma de luta e de contestação que fugia à censura e à própria PIDE.
Nos nossos dias, ainda se mantém bem vivo esse meio de comunicação, que para mim é interessante e expressivo do ponto de vista social.
Vendo as coisas pelo outro lado, é também um abuso e desrespeito pela propriedade pública e privada. Mas a base desta expressão plástico-revolucionária são as paredes e muros e não mudará tão cedo.
A evolução destas pinturas para o grafiti ou pintura sobre molde (cuja designação técnica desconheço) parece natural, nas gerações mais novas, sempre ativas e não menos descontentes.
Excetuando alguns "putos" que riscam, escrevem nomes, desenham e inscrevem signos sem saberem bem porquê e o significado, os autotres destas pintura podem considerar-se artistas de rua.
Veja-se o lado positivo da arte de protestar e não ficar "calado", sempre que existe uma base ideológica e um discurso objectivo.
Neste contexto, aqui ficam algumas dessas pinturas ou desenhos que por Coimbra se vão fazendo. Pretendo não fazer comentários, pois "uma imagem vale mais, que mil palavras".