terça-feira, 30 de outubro de 2018
BOLINHOS E BOLINHÓS...
Já lá vão uns "anitos", mas a memória dos "bolinhos e bolinhós" ainda está bem presente na nossa memória. Muitos, certamente, ainda se recordam...
Aguardávamos com alguma ansiedade a chegada da véspera do dia 1 de novembro, para sair à rua e percorrer quase todas as casas da aldeia. Juntávamos-nos em vários grupos, com uma abóbora recortada em forma de carantonha, um pau atravessado para a segurar, uma vela no interior, para lhe dar um efeito especial e lá íamos nós, porta-à-porta, a cantarolar:
"Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós,
Para dar aos finados
Que estão mortos e enterrados
À porta da bela cruz, truz, truz!
A senhora que está lá dentro
Está sentada num banquinho
Faz favor de vir cá fora
P´ra nos dar um tostãozinho"
Se abrissem a porta e a oferenda fosse concretizada, respondíamos alegremente:
"Nesta casa cheira a broa,
Aqui mora gente boa".
ou
"Nesta casa cheira a vinho,
Aqui mora um santinho".
Aos que não abriam a porta, a resposta saía mais amarga:
"Nesta casa cheira a alho
Aqui mora um bandalho".
ou
"Ferrão, ferrão
Que esta casa caia no chão".
No final da noite, com o dinheiro e géneros angariados, fazíamos montinhos idênticos e dividíamos por entre os participantes.
Esta, sim, era a nossa tradição, que devemos cultivar e valorizar!
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