O grande incêndio de 2005, que afetou particularmente a zona norte de Coimbra, teve um impacto desastroso na Mata Nacional de Vale de Canas. O inferno desceu à mata e o verde foi pintado de negro e cinzento.
sábado, 20 de março de 2021
Mata Nacional de Vale Canas - do paraíso ao pesadelo - Parte III
MATA DE VALE DE CANAS: do paraíso ao pesadelo - Parte II
Um dos locais da Mata Nacional de Vale de Canas que me causa uma grande tristeza é, sem dúvida, o estado em que se encontra o jardim, desde há alguns meses, para não dizer anos.
MATA DE VALE CANAS: do paraíso ao pesadelo - Parte I
A minha paixão pela Mata de Vale de Canas remonta à minha infância e adolescência. Por ali corri, brinquei, passeei, pratiquei desporto, merendei, guardando de tantos recantos que ali conheço memórias fantásticas.
Por conhecer tão bem aquela área ou património natural, desde cedo fui registando alguns aspetos e pormenores da sua evolução e gestão. Reparei no desinvestimento em recursos humanos e em equipamentos, na implantação de novas construções desenquadradas e pouco funcionais, no desmazelo do jardim e mesmo na transformação de alguns espaços verdes. Confesso que deixei de sentir a mata como um paraíso e passei a vê-la com preocupação, tristeza e mesmo pena.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Casal do Lobo_memórias do nosso Carnaval Trapalhão
Finais da década de 70-80...
À hora marcada lá estávamos nós em casa do Fausto. Descíamos até uma pequena divisão, na cave, onde se amontoavam roupas usadas, antigas, à espera deste dia para saírem à rua. Abríamos os nossos sacos cheios de trapos e fatiotas mal combinadas, na tentativa de nos disfarçarmos o melhor que imaginávamos.
Eu, o Moreira e o Fausto, o trio de leste, companheiros de tantos carnavais, preparávamo-nos para mais um desfile no "sambódromo inexistente" das ruas de Casal do Lobo. A coisa estava mais ou menos combinada e o tema daquele Carnaval era coisa nenhuma, uma velha, um velho e o filho... já não me lembro bem.
Naquela altura não havia a loja da "Mascarilha", nem dinheiro para investir em disfarces ou acessórios e a solução era o reutilizar roupas velhas e usadas, acumuladas em guarda-vestidos e malas de madeira, já com traça, cheiro a mofo ou à naftalina. A troca de máscaras, normalmente rígidas e desgastadas, era também comum. Com meia dúzia de tocados comprávamos bombinhas de rastilho, estalos e bombas de mau cheiro.
No lusco-fusco, lá íamos de porta em porta, batendo aqui e ali. Umas casas abriam a porta, outras não. As que ousavam abrir, sabiam que éramos miúdos, e tentavam descobrir quem estava por detrás da máscara. Entre grunhidos, vozes distorcidas, gestos provocados, guinchos, lá se descobria o primeiro mascarado... - É o Sérgio, o filho do Albano! Logo ficava mais fácil de adivinhar ou outros dois, pois o trio já era conhecido de outros carnavais e de outras brincadeiras.
Recebíamos dinheiro, ovos, chouriços, rebuçados... Ficávamos felizes e contentes com tão pouco. Minutos de emoção, um misto de brincadeira, medo, adrenalina, entusiasmo, mas também tristeza e desilusão quando não nos davam troco ou atenção. Quando não nos abriam a porta, fazíamos de tudo para irritar os vizinhos, muito barulho, batíamos repetidamente, desarrumávamos os vasos, atávamos as portas e portões, ou largávamos uma bombita.
Por vezes cruzávamo-nos com outros grupos de mascarados, que no início eram muitos e até vinham de outras aldeias. Tínhamos um medo do "caraças" dos grupos mais velhos, mas nunca alinhávamos em provocações.
Corríamos a aldeia de lés a lés. Sábado, domingo, segunda e terça, em cada dia uma fatiota diferente, uma ilusão fantástica e uma emoção indescritível para três putos de uma aldeia, dos arredores de cidade do "conhecimento".
No final dividíamos os pertences angariados e fazíamos uma bela merenda, normalmente em casa do Moreira, com ajuda da "ti Cila".
...assim era o Carnaval trapalhão no Casal do Lobo e de que guardo memórias fantásticas...
CM de Coimbra cede escola de Casal do Lobo para criação de Centro de Dia
In Campeão das Províncias, 13 de Janeiro 2021

Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, formalizou, esta terça-feira (12), um protocolo de cessão precária com o CASPAE – Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola n.º 10, representado pela presidente da direcção, Maria Emília Bigotte, relativo à cedência da antiga Escola de Casal do Lobo, por um período de 20 anos, eventualmente renovável, para esta instituição criar um Centro de Dia e um Serviço de Apoio Domiciliário.
A escola já se encontrava cedida ao CASPAE, através de um contrato de comodato celebrado em 2011, mas a instituição solicitou o alargamento do período de cedência de utilização do espaço para se poder candidatar a financiamento de modo a obter condições para desenvolver as novas valências que irão beneficiar a comunidade. O vereador da área social, Jorge Alves, esteve presente na cerimónia.
O CASPAE está a usufruir do espaço da antiga escola EB1 de Casal do Lobo, desde 2011, na sequência da celebração de um contrato de comodato com a CM Coimbra, depois da suspensão de funcionamento deste estabelecimento de ensino por não “funcionar com, pelo menos, 21 alunos”, de acordo com a resolução do Governo daquela época. Todavia, esta instituição pretende candidatar-se ao financiamento do programa PARES 3.0, de forma a criar condições para o desenvolvimento de um Centro de Dia e um Serviço de Apoio Domiciliário nesse espaço. Para isso, é necessário que o espaço seja cedido, em regime de permanência e exclusividade, durante um período mínimo de 20 anos, já que esta é uma cláusula obrigatória para a candidatura ao financiamento do PARES 3.0.
Essa intenção foi aprovada na reunião de Câmara de 23 de Novembro passado e terça-feira (12) foi, então, formalizado um protocolo de cessão precária entre as duas entidades, que determina a cedência da antiga EB1 de Casal do Lobo, por um período de 20 anos, eventualmente renovável, ao CASPAE, para que assim seja possível a candidatura ao programa PARES.
O CASPAE fica responsável pelos encargos do edifício, nomeadamente, as despesas com as ligações e consumos de água, energia eléctrica e telefone, seguros, contratos emergentes da utilização do imóvel e ainda com a manutenção do edifício de acordo com o plano e a apreciação dos serviços municipais e aprovação da CM Coimbra.
No âmbito do processo de obras, a executar em duas fases, que se destinam à adaptação da EB1 de Casal do Lobo para Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, o Executivo municipal já deferiu o pedido de aprovação do projecto de arquitectura, o faseamento da obra e a sua execução, no ano 2014. É ainda de salientar que as respostas sociais de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário são identificadas, no Diagnóstico Social do Concelho de Coimbra, como prioritárias, nomeadamente na área geográfica da freguesia de Santo António dos Olivais, onde a taxa de cobertura destas respostas sociais é ainda baixa face à procura.
ESTUDASSES!
Estudaste nos anos 70 ou 80 na Nova Escola Primária de Casal do Lobo? Então porque é que ainda não te inscreveste no convívio? É para ti e p...
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Decorre este fim-de-semana a feira de artesanato e gastronomia no Casal da Misarela (Torres do Mondego). Sendo de entrada livre, ...




















