sábado, 20 de março de 2021

MATA DE VALE CANAS: do paraíso ao pesadelo - Parte I

A minha paixão pela Mata de Vale de Canas remonta à minha infância e adolescência. Por ali corri, brinquei, passeei, pratiquei desporto, merendei, guardando de tantos recantos que ali conheço memórias fantásticas.

Por conhecer tão bem aquela área ou património natural, desde cedo fui registando alguns aspetos e pormenores da sua evolução e gestão. Reparei no desinvestimento em recursos humanos e em equipamentos, na implantação de novas construções desenquadradas e pouco funcionais, no desmazelo do jardim e mesmo na transformação de alguns espaços verdes. Confesso que deixei de sentir a mata como um paraíso e passei a vê-la com preocupação, tristeza e mesmo pena.

O exemplo que trago hoje, é o estado de ruína de um edifício ou casebre, na área do parque de merendas, cujo o tipo de construção é típico da região da Lousã ou das Aldeias de Xisto e não local. O local escolhido na mata para esta construção atípica foi estranho e a sua funcionalidade ou necessidade também discutível.

Penso que numa Mata Nacional, as decisões ou investimentos da entidade gestora, neste caso do ICNF, deveriam ser um exemplo e um modelo para todos nós, no que toca ao enquadramento ambiental e paisagístico, pelo que o impacto de novas construções deveria restringir-se ao essencial, necessário e funcional. Para piorar a história, é o estado de abandono em que o casebre se encontra há meses. Deprimente!


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