O maior festival de 2023 nos arredores de Coimbra!!!
Não percam, com entrada livre e bar sempre aberto...
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A capela do Casal do Lobo foi vandalizada na fachada principal com um grafitti, pintado no início deste mês (4-5/03/2023).
Em primeiro lugar, cabe-me repudiar este ato de cobardia e este tipo de manifestação de opinião, que implica o desrespeito por uma instituição privada, pela ideologia de outros cidadãos, que têm uma crença e ideologia diferente, mas que todos devemos respeitar. A linguagem utilizada foi também desrespeitosa e deprimente. Este tipo de brincadeira é crime, deve ser denunciado e punido!
Em segundo lugar, o sentido mais profundo da mensagem. Ao longo dos séculos, a Igreja Católica foi-se desviando da ideologia, dos princípios e dos valores do seu fundador, Jesus Cristo. O clero cometeu imensos erros, crimes e foi manipulando o sentido dos textos sagrados na defesa, evidente, dos seus interesses. A história da igreja não é alheia a escândalos, ganância, poder, interesses institucionais, quebra do celibato, casos de abusos sexuais... Todavia, a informação tem agora outro impacto, a sociedade é mais esclarecida e todos esperamos, vivamente, que se faça justiça.
Para terminar, relembro que ninguém é obrigado a acreditar, a contribuir e a ser membro desta ou de qualquer outra instituição religiosa. A Igreja Católica e os seus membros, onde se reconhece muita gente boa, devem ser respeitados.
O grande incêndio de 2005, que afetou particularmente a zona norte de Coimbra, teve um impacto desastroso na Mata Nacional de Vale de Canas. O inferno desceu à mata e o verde foi pintado de negro e cinzento.
Um dos locais da Mata Nacional de Vale de Canas que me causa uma grande tristeza é, sem dúvida, o estado em que se encontra o jardim, desde há alguns meses, para não dizer anos.
A minha paixão pela Mata de Vale de Canas remonta à minha infância e adolescência. Por ali corri, brinquei, passeei, pratiquei desporto, merendei, guardando de tantos recantos que ali conheço memórias fantásticas.
Por conhecer tão bem aquela área ou património natural, desde cedo fui registando alguns aspetos e pormenores da sua evolução e gestão. Reparei no desinvestimento em recursos humanos e em equipamentos, na implantação de novas construções desenquadradas e pouco funcionais, no desmazelo do jardim e mesmo na transformação de alguns espaços verdes. Confesso que deixei de sentir a mata como um paraíso e passei a vê-la com preocupação, tristeza e mesmo pena.
Finais da década de 70-80...
À hora marcada lá estávamos nós em casa do Fausto. Descíamos até uma pequena divisão, na cave, onde se amontoavam roupas usadas, antigas, à espera deste dia para saírem à rua. Abríamos os nossos sacos cheios de trapos e fatiotas mal combinadas, na tentativa de nos disfarçarmos o melhor que imaginávamos.
Eu, o Moreira e o Fausto, o trio de leste, companheiros de tantos carnavais, preparávamo-nos para mais um desfile no "sambódromo inexistente" das ruas de Casal do Lobo. A coisa estava mais ou menos combinada e o tema daquele Carnaval era coisa nenhuma, uma velha, um velho e o filho... já não me lembro bem.
Naquela altura não havia a loja da "Mascarilha", nem dinheiro para investir em disfarces ou acessórios e a solução era o reutilizar roupas velhas e usadas, acumuladas em guarda-vestidos e malas de madeira, já com traça, cheiro a mofo ou à naftalina. A troca de máscaras, normalmente rígidas e desgastadas, era também comum. Com meia dúzia de tocados comprávamos bombinhas de rastilho, estalos e bombas de mau cheiro.
No lusco-fusco, lá íamos de porta em porta, batendo aqui e ali. Umas casas abriam a porta, outras não. As que ousavam abrir, sabiam que éramos miúdos, e tentavam descobrir quem estava por detrás da máscara. Entre grunhidos, vozes distorcidas, gestos provocados, guinchos, lá se descobria o primeiro mascarado... - É o Sérgio, o filho do Albano! Logo ficava mais fácil de adivinhar ou outros dois, pois o trio já era conhecido de outros carnavais e de outras brincadeiras.
Recebíamos dinheiro, ovos, chouriços, rebuçados... Ficávamos felizes e contentes com tão pouco. Minutos de emoção, um misto de brincadeira, medo, adrenalina, entusiasmo, mas também tristeza e desilusão quando não nos davam troco ou atenção. Quando não nos abriam a porta, fazíamos de tudo para irritar os vizinhos, muito barulho, batíamos repetidamente, desarrumávamos os vasos, atávamos as portas e portões, ou largávamos uma bombita.
Por vezes cruzávamo-nos com outros grupos de mascarados, que no início eram muitos e até vinham de outras aldeias. Tínhamos um medo do "caraças" dos grupos mais velhos, mas nunca alinhávamos em provocações.
Corríamos a aldeia de lés a lés. Sábado, domingo, segunda e terça, em cada dia uma fatiota diferente, uma ilusão fantástica e uma emoção indescritível para três putos de uma aldeia, dos arredores de cidade do "conhecimento".
No final dividíamos os pertences angariados e fazíamos uma bela merenda, normalmente em casa do Moreira, com ajuda da "ti Cila".
...assim era o Carnaval trapalhão no Casal do Lobo e de que guardo memórias fantásticas...
Estudaste nos anos 70 ou 80 na Nova Escola Primária de Casal do Lobo? Então porque é que ainda não te inscreveste no convívio? É para ti e p...