sábado, 20 de março de 2021

Mata Nacional de Vale Canas - do paraíso ao pesadelo - Parte III

O grande incêndio de 2005, que afetou particularmente a zona norte de Coimbra, teve um impacto desastroso na Mata Nacional de Vale de Canas. O inferno desceu à mata e o verde foi pintado de negro e cinzento.

Grande parte da mata ardeu e só a reflorestação posterior fez renascer o paraíso, às portas de Coimbra. A mata ganhou mais diversidade de espécies arbóreas e passados 15 anos a paisagem natural foi-se recompondo.
Porém, passados os mesmos 15 anos, por incrível que pareça, ainda estão equipamentos por substituir ou em estado de abandono. Muitos dos contentores do lixo, nunca foram substituídos, ficaram os buracos vazios, que acabam por constituir um perigo para os mais pequenos ou descuidados.
Mas o mais deprimente, é mesmo a área das gaiolas, onde já habitaram macacos, raposas e outros bichos. Antes do incêndio, funcionava nas gaiolas um centro de recuperação de aves de rapina. Depois do incêndio, as gaiolas ficaram ao abandono e, hoje, estão num estado deplorável, repovoadas de eucaliptos e acácias.
Caros amigos, 15 anos é muito tempo!
Como é possível tanta inércia, falta de vontade e de gosto.
O próprio presidente do município de Coimbra vive a 100m desta mata. Todos sabem, mas ninguém faz nada?
Espero que partilhem o meu desabafo, para que o mesmo chegue até aos responsáveis ou meios de informação!












MATA DE VALE DE CANAS: do paraíso ao pesadelo - Parte II

Um dos locais da Mata Nacional de Vale de Canas que me causa uma grande tristeza é, sem dúvida, o estado em que se encontra o jardim, desde há alguns meses, para não dizer anos.


Na entrada para o jardim existia um pequeno parque de merendas com cedros, que infelizmente foram secando, devido a doença causada pela poluição. Foram depois cortados e no mesmo local foi implantada uma roda de plantas aromáticas, que agora está votada ao abandono, resistindo apenas as plantas mais fortes e algumas placas a lembrar o que ali esteve plantado.

O jardim era um dos espaços mais bonitos e imagem de marca desta mata. Foi cenário de tantas fotografias de família, de grupos de amigos e até de casamentos e batizados. Hoje o jardim está abandonado e entregue ao tempo, as sebes estão a morrer, os canteiros por cuidar, um dó! Visitar o jardim é um autêntico "pesadelo", enfim, de cortar o coração.

Com o devido respeito por quem ainda lá trabalha diariamente, acredito que a falta de meios humanos seja o motivo deste desleixo, mas , seguramente, nenhum dos responsáveis tem o jardim de sua casa neste estado deprimente. Enfim, uma vergonha!









MATA DE VALE CANAS: do paraíso ao pesadelo - Parte I

A minha paixão pela Mata de Vale de Canas remonta à minha infância e adolescência. Por ali corri, brinquei, passeei, pratiquei desporto, merendei, guardando de tantos recantos que ali conheço memórias fantásticas.

Por conhecer tão bem aquela área ou património natural, desde cedo fui registando alguns aspetos e pormenores da sua evolução e gestão. Reparei no desinvestimento em recursos humanos e em equipamentos, na implantação de novas construções desenquadradas e pouco funcionais, no desmazelo do jardim e mesmo na transformação de alguns espaços verdes. Confesso que deixei de sentir a mata como um paraíso e passei a vê-la com preocupação, tristeza e mesmo pena.

O exemplo que trago hoje, é o estado de ruína de um edifício ou casebre, na área do parque de merendas, cujo o tipo de construção é típico da região da Lousã ou das Aldeias de Xisto e não local. O local escolhido na mata para esta construção atípica foi estranho e a sua funcionalidade ou necessidade também discutível.

Penso que numa Mata Nacional, as decisões ou investimentos da entidade gestora, neste caso do ICNF, deveriam ser um exemplo e um modelo para todos nós, no que toca ao enquadramento ambiental e paisagístico, pelo que o impacto de novas construções deveria restringir-se ao essencial, necessário e funcional. Para piorar a história, é o estado de abandono em que o casebre se encontra há meses. Deprimente!


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Casal do Lobo_memórias do nosso Carnaval Trapalhão

Finais da década de 70-80... 

À hora marcada lá estávamos nós em casa do Fausto. Descíamos até uma pequena divisão, na cave, onde se amontoavam roupas usadas, antigas, à espera deste dia para saírem à rua. Abríamos os nossos sacos cheios de trapos e fatiotas mal combinadas, na tentativa de nos disfarçarmos o melhor que imaginávamos. 

Eu, o Moreira e o Fausto, o trio de leste, companheiros de tantos carnavais, preparávamo-nos para mais um desfile no "sambódromo inexistente" das ruas de Casal do Lobo. A coisa estava mais ou menos combinada e o tema daquele Carnaval era coisa nenhuma, uma velha, um velho e o filho... já não me lembro bem. 

Naquela altura não havia a loja da "Mascarilha", nem dinheiro para investir em disfarces ou acessórios e a solução era o reutilizar roupas velhas e usadas, acumuladas em guarda-vestidos e malas de madeira, já com traça, cheiro a mofo ou à naftalina. A troca de máscaras, normalmente rígidas e desgastadas, era também comum. Com meia dúzia de tocados comprávamos bombinhas de rastilho, estalos e bombas de mau cheiro. 

No lusco-fusco, lá íamos de porta em porta, batendo aqui e ali. Umas casas abriam a porta, outras não. As que ousavam abrir, sabiam que éramos miúdos, e tentavam descobrir quem estava por detrás da máscara. Entre grunhidos, vozes distorcidas, gestos provocados, guinchos, lá se descobria o primeiro mascarado... - É o Sérgio, o filho do Albano!  Logo ficava mais fácil de adivinhar ou outros dois, pois o trio já era conhecido de outros carnavais e de outras brincadeiras. 

Recebíamos dinheiro, ovos, chouriços, rebuçados... Ficávamos felizes e contentes com tão pouco. Minutos de emoção, um misto de brincadeira, medo, adrenalina, entusiasmo, mas também tristeza e desilusão quando não nos davam troco ou atenção. Quando não nos abriam a porta, fazíamos de tudo para irritar os vizinhos, muito barulho, batíamos repetidamente, desarrumávamos os vasos, atávamos as portas e portões, ou largávamos uma bombita. 

Por vezes cruzávamo-nos com outros grupos de mascarados, que no início eram muitos e até vinham de outras aldeias. Tínhamos um medo do "caraças" dos grupos mais velhos, mas nunca alinhávamos em provocações. 

Corríamos a aldeia de lés a lés. Sábado, domingo, segunda e terça, em cada dia uma fatiota diferente, uma ilusão fantástica e uma emoção indescritível para três putos de uma aldeia, dos arredores de cidade do "conhecimento".

No final dividíamos os pertences angariados e fazíamos uma bela merenda, normalmente em casa do Moreira, com ajuda da "ti Cila".

...assim era o Carnaval trapalhão no Casal do Lobo e de que guardo memórias fantásticas... 

Desfile Carnaval 2017-02-26 (foto de Maria Almeida, adaptada)

CM de Coimbra cede escola de Casal do Lobo para criação de Centro de Dia

 In Campeão das Províncias13 de Janeiro 2021

Jornal Campeão: CM de Coimbra cede escola de Casal do Lobo para criação de Centro de Dia

Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, formalizou, esta terça-feira (12), um protocolo de cessão precária com o CASPAE – Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola n.º 10, representado pela presidente da direcção, Maria Emília Bigotte, relativo à cedência da antiga Escola de Casal do Lobo, por um período de 20 anos, eventualmente renovável, para esta instituição criar um Centro de Dia e um Serviço de Apoio Domiciliário.

A escola já se encontrava cedida ao CASPAE, através de um contrato de comodato celebrado em 2011, mas a instituição solicitou o alargamento do período de cedência de utilização do espaço para se poder candidatar a financiamento de modo a obter condições para desenvolver as novas valências que irão beneficiar a comunidade. O vereador da área social, Jorge Alves, esteve presente na cerimónia.

O CASPAE está a usufruir do espaço da antiga escola EB1 de Casal do Lobo, desde 2011, na sequência da celebração de um contrato de comodato com a CM Coimbra, depois da suspensão de funcionamento deste estabelecimento de ensino por não “funcionar com, pelo menos, 21 alunos”, de acordo com a resolução do Governo daquela época. Todavia, esta instituição pretende candidatar-se ao financiamento do programa PARES 3.0, de forma a criar condições para o desenvolvimento de um Centro de Dia e um Serviço de Apoio Domiciliário nesse espaço. Para isso, é necessário que o espaço seja cedido, em regime de permanência e exclusividade, durante um período mínimo de 20 anos, já que esta é uma cláusula obrigatória para a candidatura ao financiamento do PARES 3.0.

Essa intenção foi aprovada na reunião de Câmara de 23 de Novembro passado e terça-feira (12) foi, então, formalizado um protocolo de cessão precária entre as duas entidades, que determina a cedência da antiga EB1 de Casal do Lobo, por um período de 20 anos, eventualmente renovável, ao CASPAE, para que assim seja possível a candidatura ao programa PARES.

O CASPAE fica responsável pelos encargos do edifício, nomeadamente, as despesas com as ligações e consumos de água, energia eléctrica e telefone, seguros, contratos emergentes da utilização do imóvel e ainda com a manutenção do edifício de acordo com o plano e a apreciação dos serviços municipais e aprovação da CM Coimbra.

No âmbito do processo de obras, a executar em duas fases, que se destinam à adaptação da EB1 de Casal do Lobo para Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, o Executivo municipal já deferiu o pedido de aprovação do projecto de arquitectura, o faseamento da obra e a sua execução, no ano 2014. É ainda de salientar que as respostas sociais de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário são identificadas, no Diagnóstico Social do Concelho de Coimbra, como prioritárias, nomeadamente na área geográfica da freguesia de Santo António dos Olivais, onde a taxa de cobertura destas respostas sociais é ainda baixa face à procura.

domingo, 22 de março de 2020

COVID 19 - a PESTE NEGRA e INVISÍVEL

Continuamos a pensar que o cenário é apenas negro na China, Japão, Itália, Espanha, EUA, Inglaterra, França???...
Para os mais distraídos, relembro que os chineses lutam há 2 meses e outros há 1 mês, portanto preparem-se porque o nosso cenário de guerra, poderá ser já em ABRIL...
CHEGA DE VÍDEOS ENGRAÇADOS, PIADAS ESTÚPIDAS, LIKES PARVOS, ATITUDES IGNORANTES, CONVERSAS E PASSEIOS DE GRUPO, COMPORTAMENTOS IRRESPONSÁVEIS...
Deixem de ser "xico espertos", NUM MOMENTO QUE NOS VAI SER DRAMÁTICO...
Graças à inércia e incompetência do nossos governantes e decisores, o nosso corpo clínico e auxiliar luta já desesperadamente contra o tempo, que é muito curto e implacável!
Heroísmos e valentias??? Deixem para os atores de cinema, que o virus é mesmo real e letal!
É preciso responsabilidade, respeito pela regras e indicações das autoridades, entre-ajuda, humanidade e coragem nesta guerra contra uma "peste negra e invisível", que nos mostra o quão vulnerável é a nossa espécie...
Previnam-se, respeitem a vossa saúde e a dos outros, respeitem os colegas de trabalho que estão em casa em quarentena e os que têm de continuar a trabalhar...
Todos unidos, para que juntos vençamos este inimigo!
Se têm respeito e querem ajudar os profissionais de saúde, PREVINAM-SE...


ESTUDASSES!

Estudaste nos anos 70 ou 80 na Nova Escola Primária de Casal do Lobo? Então porque é que ainda não te inscreveste no convívio? É para ti e p...